14.12.25

TDAH: O Caminho para o Tratamento e a Importância do Diagnóstico Precoce

 

Resumo Introdutório:

O Transtorno do cit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Este artigo, baseado em entrevistas com especialistas e informações do Portal Drauzio Varella [1], desmistica o tratamento do TDAH, destacando a combinação essencial de medicamentos e psicoterapia, e a importância crucial de um diagnóstico realizado o mais cedo possível.

O que é TDAH e sua Incidência:

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta na infância e, em muitos casos, persiste na vida adulta [1]. Estima-se que atinja entre 5% a 8% da população mundial [1]. É fundamental entender que o diagnóstico é clínico, feito por especialistas (psiquiatras, neurologistas ou neuropediatras), e não apenas pela identicação de alguns sintomas. O critério principal é o prejuízo funcional que esses sintomas causam na vida da pessoa, afetando o convívio social, familiar e o desempenho escolar ou prossional [1].

Tratamento: A Dupla Essencial (Medicação e Psicoterapia)

O tratamento mais ecaz para o TDAH é a abordagem multimodal, que combina o uso de medicamentos com a psicoterapia, geralmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) [1].

 

Tipo de Tratamento

Objetivo Principal

Exemplos e Mecanismo

 

 

Estimulantes (Metilfenidato,

 

 

Lisdexanfetamina): Agem

 

 

rapidamente, mas podem

 

 

atuar em sistemas de

 

 

recompensa. Não

 

Regular os

Estimulantes (Atomoxetina,

 

neurotransmissores

aprovada no Brasil desde

Medicamentoso

(Dopamina e Noradrenalina)

no córtex pré-frontal, área

2023): Agem diretamente no

córtex pré-frontal, com a

 

cerebral ligada aos sintomas

vantagem de não atuar no

 

de TDAH.

sistema de recompensa,

 

 

sendo uma opção para quem

 

 

tem efeitos colaterais com

 

 

estimulantes ou

 

 

comorbidades como

 

 

ansiedade [1].


 

 

 

 

 

 

Psicoterapia (TCC)

 

 

 

Tratar as consequências negativas do TDAH e desenvolver estratégias de enfrentamento.

Ajuda o paciente a lidar com a baixa autoestima, a organizar a rotina, a gerenciar a impulsividade e a resolver problemas sociais e emocionais. É a primeira linha de tratamento para crianças em idade pré-escolar (abaixo de 6 anos) [1].

 

 

Comorbidades: A Regra, Não a Exceção

É muito comum que o TDAH venha acompanhado de outros transtornos, chamados comorbidades. Cerca de 70% das crianças com TDAH apresentam pelo menos uma condição associada [1].

    Transtornos do Neurodesenvolvimento: Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dislexia, Síndrome de Tourette.

    Transtornos Psiquiátricos: Transtornos de Ansiedade, Transtornos Depressivos, Transtorno Opositor Desaador (TOD) e, na adolescência/vida adulta, o uso de substâncias [1].

A identicação dessas comorbidades é vital, pois o tratamento deve ser ajustado. Por exemplo, estimulantes podem exacerbar a ansiedade em alguns indivíduos, tornando os não estimulantes uma opção mais segura [1].

Conclusão: O Diagnóstico Precoce é um Investimento no Futuro

O diagnóstico de TDAH na fase adulta é comum, mas o atraso pode levar a um acúmulo de prejuízos pessoais e prossionais, além de aumentar o risco de comorbidades [1].

Implicações Práticas:

    Para Pais e Educadores: Ficar atento aos sinais de desatenção, hiperatividade e impulsividade que causam sofrimento ou prejuízo funcional na criança. Não adiar a busca por uma avaliação especializada por medo da medicação. O tratamento precoce é um investimento que previne problemas de autoestima, diculdades escolares e o risco de desfechos negativos na vida adulta [1].

    Para Prossionais de Saúde: Realizar uma avaliação clínica detalhada para identicar todas as comorbidades associadas, garantindo um plano de tratamento individualizado e mais ecaz.


Referências [1]: https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/tratamento-do-tdah- medicamentos-psicoterapia-e-a-importancia-do-diagnostico-precoce/ "Portal Drauzio


Varella. Tratamento do TDAH: medicamentos, psicoterapia e a importância do diagnóstico precoce. Disponível em:"

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