Resumo Introdutório:
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Este artigo, baseado em entrevistas com especialistas e informações do Portal
Drauzio Varella [1],
desmistifica o
tratamento do TDAH, destacando a combinação essencial de medicamentos e psicoterapia, e a importância crucial de um diagnóstico realizado o mais cedo possível.
O que é TDAH e sua Incidência:
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta na infância e, em muitos casos, persiste na vida adulta [1]. Estima-se que
atinja entre 5% a 8% da população
mundial [1]. É fundamental entender que o diagnóstico é clínico, feito por especialistas (psiquiatras, neurologistas ou neuropediatras), e não apenas pela identificação de alguns sintomas. O critério principal é o prejuízo funcional que esses sintomas causam na vida da pessoa, afetando o convívio social, familiar e o desempenho escolar ou profissional [1].
Tratamento: A Dupla Essencial (Medicação e Psicoterapia)
O tratamento mais eficaz para o TDAH é a abordagem multimodal, que combina o uso de medicamentos com a psicoterapia,
geralmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) [1].
|
|
Objetivo Principal |
|
|
|
|
Estimulantes (Metilfenidato, |
|
|
|
Lisdexanfetamina): Agem |
|
|
|
rapidamente, mas podem |
|
|
|
atuar em sistemas de |
|
|
|
recompensa. Não |
|
|
Regular os |
Estimulantes (Atomoxetina, |
|
|
neurotransmissores |
aprovada no Brasil desde |
|
Medicamentoso |
(Dopamina e Noradrenalina) no córtex pré-frontal, área |
2023): Agem diretamente no córtex pré-frontal, com a |
|
|
cerebral ligada aos sintomas |
vantagem de não atuar no |
|
|
de TDAH. |
sistema de recompensa, |
|
|
|
sendo uma opção para quem |
|
|
|
tem efeitos colaterais com |
|
|
|
estimulantes ou |
|
|
|
comorbidades como |
|
|
|
ansiedade [1]. |
|
Psicoterapia (TCC) |
Tratar
as consequências negativas do TDAH e desenvolver estratégias de enfrentamento. |
Ajuda o paciente a lidar com a baixa autoestima, a organizar a
rotina, a gerenciar a impulsividade e a resolver problemas sociais e
emocionais. É a primeira linha de tratamento para crianças em idade pré-escolar (abaixo de 6
anos) [1]. |
Comorbidades: A Regra, Não a Exceção
É muito comum que o TDAH venha acompanhado de outros transtornos, chamados comorbidades. Cerca de 70% das crianças com TDAH apresentam pelo menos uma condição
associada [1].
• Transtornos do Neurodesenvolvimento: Transtorno do Espectro Autista
(TEA), Dislexia, Síndrome de Tourette.
•
Transtornos
Psiquiátricos: Transtornos
de Ansiedade, Transtornos Depressivos, Transtorno Opositor Desafiador (TOD) e, na adolescência/vida adulta, o uso de substâncias [1].
A identificação dessas comorbidades é vital, pois o tratamento deve ser ajustado. Por exemplo, estimulantes podem exacerbar a ansiedade em alguns indivíduos, tornando os não estimulantes uma opção mais segura [1].
Conclusão: O Diagnóstico Precoce
é um Investimento no Futuro
O diagnóstico de TDAH na fase adulta é comum, mas o atraso pode levar a
um acúmulo de prejuízos pessoais e profissionais, além de aumentar o risco de comorbidades [1].
Implicações Práticas:
• Para Pais e Educadores: Ficar atento aos sinais de
desatenção, hiperatividade e impulsividade que causam sofrimento ou prejuízo funcional na criança. Não adiar a busca por uma avaliação especializada por medo da medicação. O tratamento precoce é um investimento que previne problemas de autoestima, dificuldades escolares e o risco de desfechos negativos na vida adulta [1].
•
Para Profissionais de Saúde: Realizar uma avaliação
clínica detalhada para identificar todas as comorbidades associadas,
garantindo um plano de tratamento individualizado e mais eficaz.
![]()
Referências [1]: https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/tratamento-do-tdah- medicamentos-psicoterapia-e-a-importancia-do-diagnostico-precoce/ "Portal Drauzio
Varella. Tratamento do TDAH: medicamentos,
psicoterapia e a importância do diagnóstico precoce. Disponível em:"
Nenhum comentário:
Postar um comentário